Eu não queria, não
podia, mas... Era isso mesmo o que estava acontecendo, o velho frio na barriga,
o não saber o que falar a tentativa de agir natural, que sempre falha quando
você se encontra num misto de emoções, dúvidas e pensamentos. É detesto
confessar isso, mas eu estava me apaixonando.
Já me sentia íntima
desse sentimento e seus sintomas... Mas que tolice a minha pensar que estava
imune ao mesmo, após um doloroso vai não vai - que não foi.
Mas ele veio assim,
sem exigir, sem saber o que dizer, só ria enquanto ela falava e se esforçava
para não deixar o silêncio vir à tona. O que quase sempre salvava a conversa
dos dois era o gosto musical... Ele mandava uma porção de bandas para ela ouvir
e ela escutava todas com atenção, buscando, quase sempre uma mensagem
subliminar nas letras das canções.
Ficava assim,
imaginando escutá-las com a cabeça debruçada em seus ombros e ouvindo o que ele
tinha a dizer a respeito, de como essas bandas que ela mal conhecia eram boas.
Como ela gostaria que o tempo parasse ali, naquele
momento - Para ela nunca mais ter que tirar aquele sorriso bobo do rosto e
deixar de escutar as bandas que mal conhecia.

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