Queria saber voar
Pra lá do alto poder te ver
Te ver sorrir, te ver sonhar
Coisas lindas quero te dizer
Se um anjo encontrar
Eu vou pedir pra ele te proteger
Ó estrela que me faz enxergar
Que a vida é linda de viver
(Chimarruts)
E de
repente me assustei ao me ver tão fora do controle. Logo eu, tão sistemática e
ao mesmo tempo avoada. Perdi as rédeas, me vi flutuando, saí de órbita. Você
foi um daqueles que veio sem avisar, me pegando de surpresa. Tenho que admitir:
você foi a melhor surpresa que eu já tive! E foi tão natural, quanto a luz do
dia... Quem chegasse em mim e falasse que aquela conversa resultaria nesse amor
todo, na época, eu iria logo procurar ajuda psicológica pra essa pessoa. Mas
foi assim mesmo que aconteceu, o improvável e impossível se uniram. Duas
pessoas se permitiram e deu no que deu. E acontece que meu riso é mais bonito
ao ver o seu. Aliás, queria dizer que o vento parece que brinca com meu cabelo,
só porque sabe que isso te faz sorrir. Mas enfim, voltando para a parte da
conquista (a melhor parte), tenho quase toda a certeza que quando o John Green
ouvir nossa estória, ele vai pensar que somos os personagens do ACEDE perdidos
no mundo. Foi tudo tão surreal, que tentar explicar pra alguém como aconteceu
chega a ser perigoso. O ouvinte pode perder o fio da meada no meio da estória e
nos julgar erroneamente. Porém, se formos dar ouvidos à opinião das pessoas,
nem estaríamos onde estamos, certo? É um sonho te ter todo dia, mesmo que não
fisicamente. Mas, como já diz Chimarruts, “é como não ver o sol, mas ter
certeza de que está lá”. Tomara que esse sonho “seja eterno enquanto dure e que
dure para sempre” (Bonde da Stronda).
