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quarta-feira, 27 de março de 2013

Hazus



Queria saber voar
Pra lá do alto poder te ver
Te ver sorrir, te ver sonhar
Coisas lindas quero te dizer
Se um anjo encontrar
Eu vou pedir pra ele te proteger
Ó estrela que me faz enxergar
Que a vida é linda de viver
(Chimarruts)



E de repente me assustei ao me ver tão fora do controle. Logo eu, tão sistemática e ao mesmo tempo avoada. Perdi as rédeas, me vi flutuando, saí de órbita. Você foi um daqueles que veio sem avisar, me pegando de surpresa. Tenho que admitir: você foi a melhor surpresa que eu já tive! E foi tão natural, quanto a luz do dia... Quem chegasse em mim e falasse que aquela conversa resultaria nesse amor todo, na época, eu iria logo procurar ajuda psicológica pra essa pessoa. Mas foi assim mesmo que aconteceu, o improvável e impossível se uniram. Duas pessoas se permitiram e deu no que deu. E acontece que meu riso é mais bonito ao ver o seu. Aliás, queria dizer que o vento parece que brinca com meu cabelo, só porque sabe que isso te faz sorrir. Mas enfim, voltando para a parte da conquista (a melhor parte), tenho quase toda a certeza que quando o John Green ouvir nossa estória, ele vai pensar que somos os personagens do ACEDE perdidos no mundo. Foi tudo tão surreal, que tentar explicar pra alguém como aconteceu chega a ser perigoso. O ouvinte pode perder o fio da meada no meio da estória e nos julgar erroneamente. Porém, se formos dar ouvidos à opinião das pessoas, nem estaríamos onde estamos, certo? É um sonho te ter todo dia, mesmo que não fisicamente. Mas, como já diz Chimarruts, “é como não ver o sol, mas ter certeza de que está lá”. Tomara que esse sonho “seja eterno enquanto dure e que dure para sempre” (Bonde da Stronda).

domingo, 3 de março de 2013

21 de Maio



Eram ali dois corpos, duas mentes pensantes, duas formas de ver a vida, mas um só amor. Ali não era somente o sexo que os mantinham unidos, eram as risadas, o gosto musical,a forma como ele a irritava quando após sair do banho largava a toalha molhada sobre a cama. Mas era o jeito que ele sorria para se desculpar que a encantava e fazia com que ela ficasse com vontade de tascar lhe um beijo, como aquele lá do dia 21 de maio que nunca mais saiu da memória dela.

Beijo que fez perder o chão e ar. Aquele que foi o primeiro de muitos, aquele que a fez acreditar no amor novamente após sentir seu coração palpitar e suas pernas tremerem. Beijo que ela sempre sonhou em ter...Só não imaginava que seria melhor, que viria acompanhado de carinho, lealdade, broncas necessárias, risadas fora de hora e muito desejo. Aí, quando ela se deu conta um simples beijo já era amor e ela não podia mais evitar. Aliás, nem queria, menina corajosa que sempre foi bateu no peito e pensou "Tô dentro!"







quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Você, que tem medo de chuva


Oh chuva
Eu peço que caia devagar
Só molhe esse povo de alegria
Para nunca mais chorar
(Planta & Raiz)


Eu não sei por que, mas no momento em que estou vivendo agora, pareceu-me certo comparar a chuva com as pessoas. Você já percebeu que às vezes elas chegam sem precedentes, te possuem por inteira e vão embora sem ao menos se despedirem? Ou às vezes lhe é anunciado e devidamente alertado que elas vão chegar e você prepara o coração e a alma, coloca a roupa mais adequada, prepara o discurso ou até mesmo se fecha em algum cubículo pensando que vai escapar? Mas elas não são assim. Você não tem absolutamente nenhum controle sob a chegada de uma pessoa na sua vida. Ela vai estar lá na fila do banco ou no pequeno trajeto do seu apartamento até o supermercado, escolhendo as mesmas frutas da mesma banca da sua feira preferida, te oferecendo passagem num tráfego horrendo, te dando um sorriso após um dia cinzento. Você não vai escolher conhecê-la, ela simplesmente estará destinada a te conhecer. E assim como a chuva, ela vai te possuir por inteira e dependendo da maneira que você se entregar a ela, sua vida pode mudar completamente. Ela pode molhar o seu corpo de alegria e pode ser que você nunca mais chore. Por essas e outras, que é preciso pensar muito bem antes de usar um guarda-chuva.