Hoje eu acordei humana. Hoje eu vi um trabalhador de camisa social e maleta debaixo dos braços. Hoje eu vi um catador de lixos maltrapilho e de olhos cansados. Hoje eu vi um senhor na varanda da casa, vendo os netos brincarem. Hoje eu vi um aperto de mão sincero de dois estranhos. Hoje eu vi a bandeira do nosso país flamulando ao vento. Hoje eu vi resquícios de uma glória do passado, ao ver um soldado armado, marchando na avenida principal. Hoje eu sorri ao dar um bom dia e acontece que dessa vez, até esperei a pessoa responder. Hoje eu acordei sem pressa, nem fiz drama pra levantar da cama. Hoje quero ver a rima da vida, compor essa minha alegria, porque ela precisa ser publicada, gritada, espalhada. Hoje eu quero apelar para todos os humanos para que reparem nas coisas. Hoje eu vou citar John Green, porque "seja como for, os verdadeiros heróis não são as pessoas que fazem coisas; os verdadeiros heróis são as pessoas que reparam nas coisas, que prestam atenção [...]".
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segunda-feira, 1 de abril de 2013
quarta-feira, 27 de março de 2013
Hazus
Queria saber voar
Pra lá do alto poder te ver
Te ver sorrir, te ver sonhar
Coisas lindas quero te dizer
Se um anjo encontrar
Eu vou pedir pra ele te proteger
Ó estrela que me faz enxergar
Que a vida é linda de viver
(Chimarruts)
E de
repente me assustei ao me ver tão fora do controle. Logo eu, tão sistemática e
ao mesmo tempo avoada. Perdi as rédeas, me vi flutuando, saí de órbita. Você
foi um daqueles que veio sem avisar, me pegando de surpresa. Tenho que admitir:
você foi a melhor surpresa que eu já tive! E foi tão natural, quanto a luz do
dia... Quem chegasse em mim e falasse que aquela conversa resultaria nesse amor
todo, na época, eu iria logo procurar ajuda psicológica pra essa pessoa. Mas
foi assim mesmo que aconteceu, o improvável e impossível se uniram. Duas
pessoas se permitiram e deu no que deu. E acontece que meu riso é mais bonito
ao ver o seu. Aliás, queria dizer que o vento parece que brinca com meu cabelo,
só porque sabe que isso te faz sorrir. Mas enfim, voltando para a parte da
conquista (a melhor parte), tenho quase toda a certeza que quando o John Green
ouvir nossa estória, ele vai pensar que somos os personagens do ACEDE perdidos
no mundo. Foi tudo tão surreal, que tentar explicar pra alguém como aconteceu
chega a ser perigoso. O ouvinte pode perder o fio da meada no meio da estória e
nos julgar erroneamente. Porém, se formos dar ouvidos à opinião das pessoas,
nem estaríamos onde estamos, certo? É um sonho te ter todo dia, mesmo que não
fisicamente. Mas, como já diz Chimarruts, “é como não ver o sol, mas ter
certeza de que está lá”. Tomara que esse sonho “seja eterno enquanto dure e que
dure para sempre” (Bonde da Stronda).
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