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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Você, que tem medo de chuva


Oh chuva
Eu peço que caia devagar
Só molhe esse povo de alegria
Para nunca mais chorar
(Planta & Raiz)


Eu não sei por que, mas no momento em que estou vivendo agora, pareceu-me certo comparar a chuva com as pessoas. Você já percebeu que às vezes elas chegam sem precedentes, te possuem por inteira e vão embora sem ao menos se despedirem? Ou às vezes lhe é anunciado e devidamente alertado que elas vão chegar e você prepara o coração e a alma, coloca a roupa mais adequada, prepara o discurso ou até mesmo se fecha em algum cubículo pensando que vai escapar? Mas elas não são assim. Você não tem absolutamente nenhum controle sob a chegada de uma pessoa na sua vida. Ela vai estar lá na fila do banco ou no pequeno trajeto do seu apartamento até o supermercado, escolhendo as mesmas frutas da mesma banca da sua feira preferida, te oferecendo passagem num tráfego horrendo, te dando um sorriso após um dia cinzento. Você não vai escolher conhecê-la, ela simplesmente estará destinada a te conhecer. E assim como a chuva, ela vai te possuir por inteira e dependendo da maneira que você se entregar a ela, sua vida pode mudar completamente. Ela pode molhar o seu corpo de alegria e pode ser que você nunca mais chore. Por essas e outras, que é preciso pensar muito bem antes de usar um guarda-chuva.


quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Memories



Ah, queria como eu queria encontrar o gênio da lâmpada e ter nem que fosse somente um desejo, escolheria sem titubear voltar no tempo, voltar naquele dia meio frio, incerto onde te vi pela primeira vez, com aquela camiseta do superman e um grande sorriso estampado no rosto, ali seria o primeiro de muitos outros sorrisos seus que eu veria... Mal sabia que eu me encantaria por ele, mal sabia eu que te observaria de longe e decoraria suas manias, como aquela em que você insiste em ajeitar o cabelo com as duas mãos ou o seu jeito estranho de sentar e dizer algumas coisas sem nexo por horas. Mas confesso que foi seu modo leve e por ora meio louco de ver as coisas que me encantou desde o início.
O modo como você se importa com as coisas simples e tenta curar tudo com um beijo. É como você fica todo vergonhoso quando falam o quanto você é bom em algo, o seu jeito meio sem jeito de ajudar as pessoas. É o seu jeito de demonstrar carinho. É como aquela vez em que seguramos as mãos num gesto do que poderia se tornar amor. É como as diversas vezes em que você me fez sorrir, até mesmo estando longe. Lembro-me de cada instante ao teu lado com total clareza, dos dias em que esperamos o sol nascer mesmo estando nublado, dos abraços apertados, das noites em claro, do silêncio constrangedor dos beijos roubados.
E sem nos darmos conta passou, se perdeu com o tempo. Ah saudade! – Saudade do que foi bom. Mas ainda te observo, mesmo que de longe.