segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Let it be



Eu não queria, não podia, mas... Era isso mesmo o que estava acontecendo, o velho frio na barriga, o não saber o que falar a tentativa de agir natural, que sempre falha quando você se encontra num misto de emoções, dúvidas e pensamentos. É detesto confessar isso, mas eu estava me apaixonando.
Já me sentia íntima desse sentimento e seus sintomas... Mas que tolice a minha pensar que estava imune ao mesmo, após um doloroso vai não vai - que não foi.
Mas ele veio assim, sem exigir, sem saber o que dizer, só ria enquanto ela falava e se esforçava para não deixar o silêncio vir à tona. O que quase sempre salvava a conversa dos dois era o gosto musical... Ele mandava uma porção de bandas para ela ouvir e ela escutava todas com atenção, buscando, quase sempre uma mensagem subliminar nas letras das canções.
Ficava assim, imaginando escutá-las com a cabeça debruçada em seus ombros e ouvindo o que ele tinha a dizer a respeito, de como essas bandas que ela mal conhecia eram boas.
Como ela gostaria que o tempo parasse ali, naquele momento - Para ela nunca mais ter que tirar aquele sorriso bobo do rosto e deixar de escutar as bandas que mal conhecia. 



domingo, 27 de janeiro de 2013

Coisas que eu gosto


Pôr do sol que tira o fôlego. Foto bem tirada. Foco bem focado. O bater de asas de um beija-flor. Beijos inesperados, duplos ou silenciosos. Reconhecimento. Justiça. Ver filme no cinema. Quando as pessoas se lembram de coisas que eu disse há tempos. Abraços. Chinelos. Minha manta rosa. Admirar um desenho recém-acabado. Escutar uma música nova pela terceira vez. Escutar músicas que quase ninguém escuta. Levar coisas novas aos que desconhecem. Responder uma pergunta certa. Fazer um amigo sorrir. Fazer um amigo parar de chorar. Pular a janela da sala pra olhar as estrelas. Ser anormal. Fugir dos padrões. Questionar a sociedade. Abraçar o mundo. Abraçar todas as causas. Ajudar um amigo. Se ajudar. Comprar um livro novo. Passar horas numa livraria. Cantar em inglês. Acertar um saque no vôlei. Dançar no chuveiro. Receber mensagens de amigos. Receber mensagens dele. Receber mensagens. Começar uma nova série. Dormir. Recitar um poema. Ser louca. Viajar. Fazer novas amizades. Conservar as velhas amizades. Relembrar os melhores (e piores) momentos da vida. Planejar. O sorriso dele. Vento no rosto. Música boa e bem alta. 

All you need is LOVE


Amei muito, mas muito! Amei de chorar antes de dormir, amei de não comer por estar em greve. Se alguém me perguntasse o que eu fiz a minha vida toda, responderia “amei”. Mas nunca ninguém me amou de volta. Algumas foram paixões que passaram sem deixar buracos, outras foram levando pedaços de mim que até hoje não sei por onde andam. Perguntava-me qual seria meu limite, quantos eu poderiam amar em uma vida só. Foi aí que eu descobri outra forma de amor... Aquele amor de amigos. Não sei se era minha nerdisse, meus trabalhos feitos, minhas piadas sem graça ou o meu jeito diferente de ser que fez com que eu tivesse tantos amigos, principalmente no 3º ano. Amigos que nunca vou esquecer, amigos que infelizmente vou acabar esquecendo e uns “amigos” que felizmente eu vou esquecer. E dentre todos esses, você estava lá. Tenho que dizer meu caro, infelizmente você vai ser um daqueles felizardos que dificilmente vou esquecer.

Começo, meio e fim.


Ei, você! É você mesmo! Quanto tempo! Quase nem te reconheci mais...Mas quando eu olhei no fundo dos teus olhos e vi aquele brilho, que eu já tinha visto por muitas vezes, me recordei na hora! Assim como me lembrei de tantas memórias vividas. Me lembrei do início, do meio e do fim, todos com total precisão; se não me falha a memória.
Lembrei-me daquela tarde onde foram trocadas meia dúzia de palavras, onde por muitas vezes o silêncio insistia em permanecer, mas o esforço em encontrar algo para dizer era maior, para que o mesmo não ficasse ali...O que após diversas tentativas deu certo! Assim, começa a desenvolver a história - Logo de início um ponto em comum era o gosto musical, o que por sua vez sempre se tornava o assunto principal das rápidas conversas, que com o passar do tempo se estendiam para assuntos rotineiros bem como a assuntos mais sérios.
Passavam assim a conhecer uma a outra, e o que eu via? Via uma pessoa de fé, que gosta de animais, autoritária, sonhadora, insegura, mas que era dona de uma personalidade forte, que continha seus próprios ideais. Deste modo, logo se identificaram, mesmo cada uma possuindo suas especificidades, mesmo não tendo quase nada em comum eram iguais. Claro, como nada é perfeito sempre discordavam uma da outra, mas nunca deixavam de sonhar juntas.
Assim, foram as diferenças que as fizeram crescer e aprender uma com a outra. Foi nos altos e baixos que elas se ajudaram, também foi neles que elas brigaram e sorriram, foi neles que de certo modo elas aprenderam a viver.
Construíram sonhos juntas e realizaram uma porção deles, indo ao show em uma cidade grande ou quase tocando nas nuvens. Tiveram uma meia dúzia de porres, o que lhes rendeu boas histórias para contar aos netos.
Enfim, se conheciam o suficiente para acreditar que nenhuma seria capaz de magoar a outra.
Mas aí, vem o fim, assim como tudo na vida... Voltaram a trocar meia dúzia de palavras e deixar que o silêncio prevalecesse.

sábado, 26 de janeiro de 2013




Welcome to our silly lives


Elas sempre compartilhavam ideias, pensamentos e sonhos. De certo modo, o gosto pelas mesmas coisas foi o que as uniu... Então, decidiram compartilhar isto para com os demais. Devaneios, fantasias, decepções, alegrias tudo num mesmo lugar. Tudo ali, buscando explicá-las, mas ao mesmo tempo para que elas mesmas se entendessem. É claro que elas não sabem o que esperar, mas estão ansiosas para que isso dê certo. A meta é atingir pelo menos 5 pessoas que elas não conhecem. E agora, será que elas vão conseguir? Aproveitem e sejam bem-vindos, qualquer dúvida entre em contato (sua opinião será muito útil).