Ah, queria como eu
queria encontrar o gênio da lâmpada e ter nem que fosse somente um desejo,
escolheria sem titubear voltar no tempo, voltar naquele dia meio frio, incerto
onde te vi pela primeira vez, com aquela camiseta do superman e um grande
sorriso estampado no rosto, ali seria o primeiro de muitos outros sorrisos seus
que eu veria... Mal sabia que eu me encantaria por ele, mal sabia eu que te
observaria de longe e decoraria suas manias, como aquela em que você insiste em
ajeitar o cabelo com as duas mãos ou o seu jeito estranho de sentar e dizer
algumas coisas sem nexo por horas. Mas confesso que foi seu modo leve e por ora
meio louco de ver as coisas que me encantou desde o início.
O modo como você se
importa com as coisas simples e tenta curar tudo com um beijo. É como você fica
todo vergonhoso quando falam o quanto você é bom em algo, o seu jeito meio sem
jeito de ajudar as pessoas. É o seu jeito de demonstrar carinho. É como aquela
vez em que seguramos as mãos num gesto do que poderia se tornar amor. É como as
diversas vezes em que você me fez sorrir, até mesmo estando longe. Lembro-me de
cada instante ao teu lado com total clareza, dos dias em que esperamos o sol
nascer mesmo estando nublado, dos abraços apertados, das noites em claro, do
silêncio constrangedor dos beijos roubados.
E sem nos darmos
conta passou, se perdeu com o tempo. Ah saudade! – Saudade do que foi bom. Mas
ainda te observo, mesmo que de longe.



